segunda-feira, 13 de abril de 2026

A Flor da Semana: Cerejeira

 


As flores de cerejeira são flores originárias da Ásia, sendo encontradas principalmente no Japão. Também conhecida como cerejeira japonesa ou sakura, sua floração marca a chegada da primavera, um evento celebrado por boa parte das famílias, que se reúnem para apreciar a beleza de suas cores. 

flor de cerejeira pode ser divida em três espécies: as que oferecem com frutos não comestíveis, as que oferecem frutos comestíveis (cereja), e as que não oferecem fruto nenhum. Sendo a mais conhecida delas a Somei Yoshino, a espécie mais presente no país. 

As árvores de cerejeira são consideradas de médio porte e sua altura pode variar entre 4 e 10 metros. Outra característica dela é o seu tronco cilíndrico, delgado, simples e curto, com a tonalidade marrom-acinzentada e rugosa, que cria uma combinação de cores lindas com as flores.

No Japão, a transição entre o inverno e primavera acontece quando a floração da cerejeira desabrocha em grupos de duas a cinco no mesmo galho. Nesse período, as suas flores podem ser encontradas em uma grande variação de tons que vão do rosa ao branco.

A sakura cerejeira nas tradições japonesas

Na cultura japonesa, a sakura cerejeira tem uma série de significados. De acordo com uma das lendas, a princesa Konohana Sakuya teria se transformado em uma belíssima flor de cerejeira, após ter caído do céu perto do monte Fuji.

cerejeira japonesa também é muito associada aos samurais, que foram grandes apreciadores da flor. Sendo assim, uma das lendas diz que a cerejeira teria inspirado neles a coragem para viver o hoje, sem medo do amanhã. Trazendo, também, a consciência de que a vida é transitória, passageira e que o presente deve ser vivido plenamente.

O simbolismo da flor de cerejeira também se reflete na tradicional colheita de arroz. Para os agricultores, uma floração abundante da sakura indica que a safra seguinte do arroz também será abundante, trazendo sucesso a todos.

No Blog da Cobasi, você encontra mais informações sobre ela: tipos mais comuns, como plantar, onde plantar, etc. Vale a pena conferir!



quinta-feira, 30 de abril de 2020

A Pré-História dos Livros de Colorir





Os livros de colorir para adultos não são uma invenção moderna. Muito pelo contrário, esse hábito de colorir gravuras remonta de tempos bem antigos.

Eles encontram precedentes no século XV e XVIII, quando nem existia o livro impresso ainda. Nos primórdios da imprensa, geral coloria as imagens dos livros à mão mesmo.

Já pensou que trabalhão? Antes invenção do Gutemberg, as xilogravuras e águas-fortes tiveram seu auge. As ilustrações eram coloridas à mão e até emolduradas para decorar as paredes.

Os Primeiros livros impressos nos séculos XV e XVI imitavam os livros manuscritos e usavam principalmente xilogravuras. As ilustrações eram criadas na própria oficina de impressão em colaboração entre um gravador, um impressor e um colorista.

Durante o Renascimento Italiano, o debate era muito acirrado pra saber o que era mais importante: o desenho ou a cor. No século XX os colecionadores desprezavam as xilogravuras coloridas dos livros porque diziam que o ato de colorir era pra esconder um desenho mal feito.

Embora os editores pudessem esperar que o leitores pudessem colorir as ilustrações, foi só no século XVIII que houve um lançamento específico para ser colorido.

As obras de botânica eram as preferidas porque suas imagens podiam ser observadas no mundo real.

Gostou?Quer saber mais?

sábado, 6 de julho de 2019

Caderno é Coisa Bem Antiga


Alô! Na nossa primeira postagem, gostaria de dividir com você essa curiosidade incrível de como surgiram os cadernos que a gente tanto ama! O nosso registrador analógico de idéias, ou caderno de lugar comum, ou simplesmente caderno, tem suas origens na época das cavernas.

Todo mundo acha que o homem das cavernas era ignorantão, mas na verdade, foi ele quem deu origem ao hábito de anotar as coisas para não esquecer, administrar e expressar sentimentos. As pinturas dessa época, que foram chamadas de rupestres, são a primeira tentativa de escrita do homem. Dos desenhos, foi desenvolvida uma escrita que se baseava em sinais - escrita cuneiforme.

Nascida na Mesopotâmia, a escrita cuneiforme era gravada sobre pedra, pedaços de argila, metal e madeira. No Egito a escrita cuneiforme foi ganhando contornos mais funcionais, se transformando em hieróglifos. Eles eram pintados em papiros, os ancestrais do papel, material feito de uma planta muito comum por lá. Mas os papiros eram somente enrolados depois de escritos, ainda não eram costurados.

Ainda naquela época os egípcios perceberam que era muito mais prático se as folhas do papiro fossem dobradas e costuradas. Eis que surge o Códice, que é o ancestral mais parecido com o caderno que temos hoje. Mas o Códice tinha um problema: suas primeiras e últimas folhas ficavam muito estragadas pelo manuseio. Surgiram então as capas de madeira e logo em seguida, as lombadas para preservar a costura.

Do Egito, a escrita se espalhou pelo mundo e os cadernos acompanhavam a cultura e a disponibilidade de material: os árabes utilizavam couro de animais sacrificados, e o papiro ainda perdurou por muito tempo, até a época dos romanos.

Ao longo dos séculos, várias técnicas de encadernação foram inventadas, sendo uma das mais antigas a encadernação japonesa, onde a capa fica na parte de trás e as folhas são costuradas soltas e não dobradas ao meio como no Códice.

O livro, que é uma evolução natural do caderno, teve seu início com as bíblias de Gutemberg, em 1455. Daí pra cá, muita criatividade e tecnologia fizeram nossos cadernos serem o que eles são hoje. Mas cá pra nós, o caderno artesanal tem um encanto, um quê de especial que imprensa nenhuma consegue reproduzir: o amor do artesão!
Tchau gente!


A Flor da Semana: Cerejeira

  As  flores de cerejeira  são flores originárias da Ásia, sendo encontradas principalmente no Japão. Também conhecida como  cerejeira japon...